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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

XXVI Congresso Brasileiro de Periodontologia


INFORMAÇÕES GERAIS :

Inscrições pelo site:
http://periodontologia.com.br/

Tabelas de valores da inscrição. Clique aqui: http://periodontologia.com.br/inscricoes.asp

LOCAL

BAHIA OTHON PALACE HOTEL
Av. Oceânica nº 2294 Ondina - Salvador da Bahia, CEP 40170-010 – Brasil

Tel.: 55 71 21037100

CREDENCIAMENTO

A partir do dia 25/05/2011 e até o dia 28/05/2011

Horários:

Quarta-feira 25/05/2011 - das 08h às 18h
De quinta-feira 26/05 a sábado 28/11 das 07h30 às 18h00



ENTRADA NO CONGRESSO

Cada participante inscrito, receberá um crachá com seu nome. O crachá será seu passe oficial e deverá ser usado ostensivamente para garantir entrada em todas as sessões
científicas e exposição comercial.


**Envio de Trabalhos Científicos até dia 31 de março de 2011**

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Consumir Salmão ajuda a prevenir inflamação na gengiva



Estudo recente da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, afirma que comer peixes mais gordurosos, como o salmão, a sardinha e o atum, pode ajudar a prevenir e a tratar a periodontite.

Avaliando dados de mais de 9 mil adultos examinados no período entre 1999 e 2004, os pesquisadores notaram que aqueles que ingeriam mais peixes ricos em ômega-3 tinham uma redução significativa nos riscos de ter a doença.

Recentemente publicados no Journal of the American Dietetic Association, os resultados indicaram uma prevalência de periodontite de 8,2%, que seria reduzida em 20% entre aqueles com maior consumo do ácido docosahexaenoico (DHA) - um tipo de ômega-3 encontrado em peixes gordurosos. A proteção contra a doença na gengiva com a ingestão de outro tipo de ômega-3, conhecido como EPA, foi menor; e foi estatisticamente insignificante com o consumo de ácido linoleico.

“Descobrimos que a ingestão de ácidos graxos ômega-3, particularmente o DHA e o EPA, é inversamente associado à periodontite na população dos Estados Unidos”, destacou o pesquisador Asghar Z. Naqvi. “Até o momento, o tratamento da periodontite tem envolvido, primariamente, a limpeza mecânica e a aplicação local de antibiótico”, completou o especialista, acrescentando que outros estudos são necessários para confirmar o valor terapêutico do ômega-3 no tratamento dessa doença bucal.


De acordo com o estudo, consumir 40 miligramas de gorduras poli-insaturadas por dia, ou seja, uma refeição contendo salmão ou algumas nozes, já tem ação preventiva contra doenças inflamatórias na gengiva. As doenças na gengiva podem desencadear outros problemas sérios ao organismo.

Segundo os pesquisadores, isso acontece porque essas gorduras poli-insaturadas têm ação anti-inflamatória no organismo, e já são conhecidas por prevenir inflamações em todo o sistema cardiovascular, diminuindo as chances de doenças como derrame e infarto. Por isso, os alimentos ricos nessa gordura devem fazer parte da dieta.


Além disso, comer esses peixes ricos na gordura insaturada ômega 3, pode ser uma ótima alternativa para blindar a memória e garantir um envelhecimento saudável. Os créditos do benefício vão para a ação do DHA, um ácido graxo contido no óleo "bom" dos peixes, segundo apontaram dois estudos apresentados na Conferência Internacional de Mal de Alzheimer.

FONTE:Journal of the American Dietetic Association; UOL

domingo, 30 de maio de 2010

Escovação X Risco de doenças vasculares



Um estudo da University College London, foi publicado no dia 27 de maio de 2010 na Revista especializada British Medical Journal.


O estudo foi realizados nos últimos oito anos com mais de 11 mil adultos da Escócia e de ambos os sexos e idade até 50 anos. Os participantes do estudo deram informações sobre seus hábitos de higiene oral, bem como se fumavam, faziam atividades físicas e se faziam visitas frequentes ao dentista. Além disso, também foram coletadas amostras de sangue e informações sobre o histórico de cada paciente e de doenças cardíacas na família.


De acordo com o estudo, pessoas que não escovam os dentes ao menos duas vezes por dia aumentam em 70% as chances de ter doenças cardíacas.Foi a primeira vez que se confirmou que a frequência da escovação tem influência no risco de doenças cardíacas.



A pesquisa foi coordenada por Richard Watt, da University College London. Ele afirma que ainda são necessários mais estudos para verificar se a relação entre higiene oral e doenças cardiovasculares é "causal ou meramente um marcador de risco".


Para fazer a leitura do artigo na íntegra, em inglês ,clique aqui: http://www.bmj.com/cgi/content/full/340/may27_1/c2451 (caso não consigam, podem me enviar email que disponibilizo)

FONTE: British Medical Journal

domingo, 20 de dezembro de 2009

Mais de 93% das pessoas com Doença Periodontal têm alto risco de Diabetes

Um estudo recente da Universidade de Nova York indica que 93% das pessoas que apresentam doença periodontal – condição marcada por inflamação ou infecção nas gengivas e tecidos de suporte dos dentes – podem ser considerados de alto risco para o desenvolvimento de diabetes, e devem ser triados quanto aos níveis de glicose no sangue. Baseados em análises de dados de quase 3 mil pessoas que não tinham diabetes, os resultados indicaram que, entre aqueles sem os problemas bucais, 63% tinham risco aumentado de diabetes, contra 93% daqueles com a doença na gengiva.

Pesquisas anteriores haviam mostrado que a doença periodontal está ligada a piora da doença cardiovascular e elevação dos marcadores biológicos de inflamação. Os diabéticos que apresentam doença periodontal têm mais dificuldade em controlar seus níveis de açúcar no sangue. Essa situação se enquadra no fato de que qualquer quadro inflamatório deflagra reações orgânicas que podem dificultar a manutenção da glicemia em valores ideais.

As orientações da Associação Americana do Diabetes recomenda a triagem do diabetes para pessoas com mais de 45 anos que apresentam sobrepeso (índice de massa corporal de 25 ou mais) e para aquelas com menos de 40 anos que têm sobrepeso e pelo menos um fator de risco adicional para a doença. Na nova pesquisa, dois desses fatores de risco adicionais – pressão alta e ter um parente de primeiro grau (pais ou irmãos) com diabetes – foram relatados em um significativo número de pessoas com doença periodontal, em comparação com pessoas sem a doença bucal.

Publicados esta semana no Journal of Public Health Dentistry, os resultados aumentam as evidências que associam infecções periodontais a um aumento no risco de diabetes, além de indicar que metade desses pacientes com doença periodontal e alto rico de diabetes haviam visitado o dentista no ano anterior à pesquisa. "À luz dessas descobertas, a visita ao dentista poderia ser uma oportunidade para conduzir uma triagem inicial para o diabetes – um importante primeiro passo para identificar esses pacientes que precisam de acompanhamento para diagnóstico da doença", destacaram os autores

Fonte: New York University. Research News. 14 de dezembro de 2009

domingo, 13 de setembro de 2009

Osteoporose e Progressão da Doença Periodontal


A Osteoporose se caracteriza por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido esquelético, comprometendo o osso trabecular e cortical (WHO,1994).

Esta doença pode estar ligada à perda óssea alveolar e consequentemente à perda dentária. A doença periodontal é também uma enfermidade crônica que destrói o osso de suporte dos dentes, sendo a maior causa da perda dentária.

Osteoporose e doença periodontal são doenças multifatoriais, crônicas e ambas dividem fatores de risco comuns. Na relação entre osteoporose e periodontite, acredita-se que a primeira não seja um fator etiológico, mas que pode aumentar a severidade da doença em casos de periodontite já estabelecida.

A despeito de suas etiopatogenias, tanto a osteoporose quanto a doença periodontal apresentam comprometimento do metabolismo ósseo, sendo aquela de ordem mais sistêmica que esta, de acometimento localizado nas estruturas periodontais. Por tal razão tem sido sugerida uma correlação entre estas duas patologias. (NONAKA et al., 2005)

De acordo com Consenso Médico em Osteoporose, realizado em São Paulo, em 1995, o pico de massa óssea na mulher ocorre em torno de 35 anos de idade; a partir de então há perda progressiva, de pequena intensidade, em torno de 0,1% ao ano. (BRUNNETTI, 2004)

Estudos têm tentado demonstrar que condições osteoporóticas, desencadeadas principalmente por falta de estrogênio, distúrbios do metabolismo do cálcio e fatores relacionados à idade podem exacerbar certas formas de periodontite.

Indivíduos com osteoporose parecem apresentar maior susceptibilidade ao desenvolvimento da doença periodontal, embora tal associação ainda não esteja definida. Logo, mais estudos bem delineados são necessários para a associação da doença periodontal com a osteoporose.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Encontro Anual da AAP


Aos amantes da Periodontia (como eu..rsrs),

Acontece no período de 12 a 15 de Setembro de 2009, o Encontro Anual da AAP (American Academy of Periodontology) em Boston,MA com o tema “Achieving Periodontal Excellence.”
Para visualizar o programa completo desta Reunião, clique aqui:


quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Obesidade X Bactéria Selenomonas noxia

Foto: www. uol.com.br
Um estudo desenvolvido por Max Goodson (Instituto Forsyth, em Boston, Estados Unidos) com participação brasileira do professor Francisco Carlos Groppo, da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi publicado na seção Discovery da Revista “Journal of Dental Research” em Junho deste ano.
Este estudo mostra uma relação direta entre a obesidade e uma bactéria periodontopatogenica, isto é, que participa da doença que afeta as gengivas, a Selenomonas noxia. Esse é o primeiro estudo que aponta uma bactéria da boca como tendo implicação na obesidade.
Para o estudo, foram recolhidas as amostras de bactérias salivares em 313 pacientes do sexo feminino, que apresentavam sobrepeso ou obesidade de nível 1 (circunferência de cintura entre 80 e 88 centímetros). Analisando o DNA, os pesquisadores mediram as bactérias deste grupo e compararam com dados de 232 indivíduos que não estavam acima do peso. A bactéria foi encontrada em quantidade muito superior ao normal nas pessoas obesas, sendo possível identificar um indivíduo obeso simplesmente pela presença de certa concentração dessa bactéria em sua boca.
Segundo Groppo, o estudo poderá servir como indicador para caracterizar uma pessoa como obesa ou não. “Observando a concentração dessa bactéria, é possível diagnosticar se determinado indivíduo é obeso, tamanha a precisão na associação”, afirmou.
É preciso estudos correlatos para saber se a bactéria atua na etiologia da doença ou apenas é conseqüência da obesidade.
- Para lerem o artigo em inglês na íntegra "Is obesity an oral bacterial Disease?" (J Dent Res 88(6):519-523, 2009), enviem email que disponibilizo para vocês.
FONTE: Journal of Dental Research

terça-feira, 4 de agosto de 2009

"Doença na gengiva aumenta risco de infartos e derrames"

Boa noite, amigos e leitores!!
Hoje saiu no UOL sobre a pesquisa que eu citei no post anterior. Vejam link: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/2009/08/04/ult4477u1915.jhtm
Em Pesquisa realizada na Universidade da Columbia, nos Estados Unidos em 2005, pesquisadores já alertavam para o hábito da escovação dos dentes como prevenção do risco das pessoas sofrerem derrame ou ataque do coração.
Os cientistas avaliaram a quantidade de bactérias presentes nas bocas de 657 pessoas que não tinham um histórico de derrames ou ataques cardíacos. Além de mediram a espessura da artéria carótida dos pacientes.
Os pesquisadores afirmaram que as pessoas que tinham um nível mais alto da bactéria que causa problemas na gengiva, como a doença periodontal, também apresentaram a carótida mais espessa, mesmo levando em conta outros fatores de risco cardiovascular. A explicação para a correlação dos dois problemas pode ser o fato de que a bactéria se movimenta pelo corpo por meio da corrente sangüínea e, desta maneira, estimula o sistema imunológico, causando inflamações que resultam no entupimento das artérias.
O que podemos concluir com isto tudo é que a higiene bucal deficiente sempre terá relações com inúmeras alterações sistêmicas. Com esta pesquisa da Univerdade da Columbia, podemos observar que o fato de cuidar de sua saúde bucal pode muito bem ter um impacto importante na sua saúde cardiovascular.
FONTE: BBC Brasil

domingo, 2 de agosto de 2009

Doença Periodontal e alterações sistêmicas

LINDHE et al., 1999

A periodontite é uma doença infecciosa inflamatória do periodonto, caracterizada por perda óssea alveolar com colapso do ligamento periodontal. Na etiopatogênese da doença periodontal não apenas o fator microbiano, mas também a resposta imunoinflamatória do hospedeiro contínua ao estímulo recalcitrante das bactérias do biofilme subgengival são apontadas como responsáveis pelo mecanismo de lesão tecidual.
Com relação ao fator microbiano, dentre o grande espectro de bactérias Gram-negativas observadas nos sítios acometidos, alguns patógenos putativos são mais frequentemente encontrados. Este grupo de bactérias dominantes inclui Aggregatibacter actinomycetemcomitans, Tannerella forsythia, Porphyromonas gingivalis, Prevotella intermedia, Fusobacterium nucleatum, Campylobacter rectus e Treponema denticola. (Academia Americana de Periodontia-AAP, 2005)



Modificado de Page & Kornman, 1997


A susceptibilidade à periodontite envolve uma tríade formada por: bactéria, hospedeiro e fatores ambientais (SEYMOUR & TAYLOR 2004).
Os anticorpos são as moléculas que desempenham importante papel na resposta imune aos vários agentes infecciosos. A suscetibilidade à periodontite provavelmente se situa em torno de uma capacidade ou incapacidade de produzir anticorpos eficazes contra uma agressão microbiana específica.
Algumas condições sistêmicas como diabetes, osteoporose, ateroesclerose, infarto, alterações hormonais, risco de parto prematuro, doenças endócrinas e cardiovasculares, fumo, estresse, deficiências nutricionais, infecções pulmonares, etc tem sido apontadas como importantes na progressão do colapso tecidual.
Estudos confirmaram que pacientes com doença periodontal têm risco 2X maior de infarto, em relação a pacientes normais. Bem, o infarto e a periodontite são causadas pelos mesmos fatores de risco: fumar, diabetes e o excesso de peso.
Uma pesquisa Brasileira recente publicada no Journal of Periodontology afirma que a periodontite aumenta em até quatro vezes o risco de a pessoa ter níveis de triglicerídeos no sangue maior do que o tolerado e também diminui os níveis de HDL, conhecido como colesterol "bom" -o que aumenta o risco de desenvolver aterosclerose (formação de placas nas paredes das artérias).
"As análises apontam que os pacientes com periodontite crônica têm níveis elevados de LDL oxidado no sangue em comparação com as pessoas saudáveis. Essa oxidação é a causa da doença aterosclerótica", explica a autora do estudo, a dentista Andréa Moreira Monteiro, da USP.(Artigo original em inglês :http://www.joponline.org/doi/abs/10.1902/jop.2009.080431)
A Medicina Periodontal vem passando por constantes revisões, porém, mais estudos são necessários para estabelecer a correlação entre doença periodontal e algumas condições sistêmicas.
FONTE: Journal of Periodontoly